A Teoria das Inteligências Múltiplas

A teoria das Inteligências Múltiplas foi desenvolvida pelo psicólogo americano Howard Gardner. Ele e sua equipe da Universidade de Harvard, uma das mais conceituadas universidades do mundo, foram convidados por um grupo filantrópico holandês, a Fundação Bernard Van Leer, para investigar o potencial humano. Ela foi publicada em sua primeira versão em 1983, com o livro “Estruturas da Mente”. Os questionamentos e pesquisas de Gardner, entretanto, datam da metade da década de 70 e a teoria veio a ser divulgada como IM treze anos depois.

Na visão de Gardner (1999), a inteligência é um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura. A criatividade, o trabalho em equipe com projetos, na busca dessas soluções são fatores que fazem parte do conceito de inteligência. Sua contribuição para a Educação é a de verificar que o indivíduo não possui uma inteligência única, mensurável, inata, considerada por muitos pesquisadores como a IG ou inteligência geral. Essa inteligência, na Educação, rotula indivíduos como ‘burros’ ou ‘inteligentes’ fadando a grande massa excluída e marginalizada pelos processos sociais a não serem bem sucedidas na escola. A contribuição desta teoria é a de mostrar que todos os indivíduos são inteligentes, mas de maneiras diferentes e que suas inteligências serão reforçadas, desenvolvidas ou não, dependendo dos estímulos que receberem do ambiente/cultura que os cercam. A pergunta que se faz não é mais se o aluno é ou não inteligente, mas sim COMO ele é inteligente.